O presidente Jair Bolsonaro surpreendeu todo o país ontem ao afirmar que acabou com a corrupção no governo. De agora em diante, todas as negociatas com o Centrão terão que ser feitas no meio da rua, fora da sede do governo.

Toda a influência de seus filhos trambiqueiros que montaram um gabinete do ódio dentro do Palácio do Planalto para espalhar mentiras e calúnias também não existe.

Não existe o laranjal do PSL. Não existe o Queiroz. Não existe o ministro do Turismo investigado e acusado de tentativa de assassinato. Não existe a Wal do Açaí (que vai sair candidata a vereadora). Não existe o Fabio Wajngarten com relação promíscua com agência de publicidade. Não tem nada disso.

A corrupção acabou, mas amanhã tem mais.

Bolsonaro tem 89 mil motivos para acreditar que a corrupção acabou no país.

A esquerda, que já teve que defender o teto de gastos para evitar o populismo eleitoral de Bolsonaro, agora tem que defender a Lava Jato. Alguns petistas foram até vistos pedindo a prisão de Lula.