O indicado de Bolsonaro à vaga de Celso de Mello no STF, Kassio Marques, foi pego no pulo. Ele colocou uma pós-graduação em uma universidade espanhola no currículo, mas o curso não existe — e também chamou de pós-doutorado um ciclo de palestras.

Segundo apoiadores do presidente, os mesmos meliantes que saem por aí depositando 48 parcelas de 2 mil reais na conta de Flávio Bolsonaro estão entrando na plataforma Lattes para colocar cursos e diplomas nos currículos de pessoas-chave do governo como Ricardo Salles, Damares e o ex-quase-ministro da Educação Carlos Decotelli.

Já outros dizem que na verdade Kassio foi escolhido justamente por ter mentido no currículo. Bolsonaro fica mais à vontade na presença de pessoas que, como ele, aumentam demais o que fizeram na vida profissional.