O presidente que vocês elegeram, Jair Bolsonaro, disse ontem que fez o “possível e o impossível” durante a pandemia.

Faltou especificar: fez o possível e o impossível para ajudar o coronavírus. No caso, o possível foi criar aglomerações, negar a seriedade da doença, recomendar um remédio inútil, negar-se a pagar o auxílio emergencial aprovado pelo Congresso, demitir ministros da Saúde comprometidos com a ciência, não ter um ministro da Saúde, não gastar o dinheiro reservado à saúde enquanto hospitais estão sem recursos, debochar das mais de 100 mil pessoas que morreram — e, claro, aquela Ave Maria na sanfona.