Um juiz de Sobral, no Ceará, acatou uma ação popular pedindo a suspensão do novo presidente da Fundação Palmares, Sérgio Camargo. Camargo diz que não existe racismo no Brasil, é contra o movimento negro, cotas raciais, ofendeu artistas negros, disse que Marielle precisava morrer e foi contra até a Black Friday.

O gesto do juiz Emanuel José Matias Guerra trouxe um pouco de esperança em meio de um 2019 em que reinou o caos administrativo, social, político, econômico, moral, ético, climático e sabe-se lá mais o quê. Por causa disso, seu gabinete em Sobral, no Ceará, virou destino de peregrinação. Pessoas querem apenas tocar a toga do juiz.

Mais uma vez, os nordestinos reclamam de dores por carregar o Brasil nas costas.

Sérgio, por enquanto, não assumiu. Nem o cargo nem que é racista.