O porteiro do condomínio Vivendas da Barra, que disse duas vezes em depoimento ter ouvido a voz de “seu Jair” autorizando a entrada dos suspeitos de matar Marielle Franco, mudou sua versão em um novo encontro com a polícia.

O porteiro disse que se confundiu, estava nervoso e “sob pressão de si mesmo”, por isso anotou o número da casa de Jair Bolsonaro e alucinou ter ouvido sua voz.

E disse mais: disse que não se lembra de já ter estado na Barra da Tijuca. Que nunca trabalhou no Rio de Janeiro. Que na verdade é japonês e jamais pisou no Brasil. Que não entende português e na realidade nem humano é – ele afirmou ser um cão, e disse também que ainda não nasceu e que por isso não poderia ter ouvido a voz do seu Jair.