O vídeo com uma entrevista do ator Morgan Freeman, que é amplamente usado por pessoas de cor branca para relativizar o próprio racismo e o racismo estrutural que não dá oportunidades aos negros depois de 250 anos de escravidão e os mata sistematicamente, voltou a circular no dia de hoje, em que se comemora o Dia da Consciência Negra no país.

Na entrevista, Morgan Freeman, um homem negro que teve um sucesso estrondoso e faz parte do 1% de pessoas mais ricas do mundo, diz que é contra a celebração do “Mês da História Negra” nos Estados Unidos. Este é um período criado para gerar consciência a respeito das práticas hediondas da escravidão e das mazelas relacionadas ao preconceito de cor e origem social que persistem como a brutal falta de oportunidades, tratamento diferenciado no ambiente de trabalho e em ambientes públicos, perseguição policial e incontáveis injustiças.

Freeman diz que a forma de “terminar com o racismo” é não falar sobre ele. Talvez a genialidade dessa frase possa servir para inspirar cientistas que buscam uma cura para o câncer e aids, por exemplo. Parando de se tratar, pesquisar, falar sobre e estudar o câncer, certamente ele vai desaparecer.

Por isso, como medida sócio-educativa, celulares darão choques nos dedos de quem compartilhar este vídeo no dia de hoje.

Depois do choque, a pessoa será redirecionada para o Google, onde poderá pesquisar sobre Martin Luther King Jr, Maya Angelou, Zumbi dos Palmares, Nelson Mandela, Rosa Parks, Malcolm X, Colin Kaepernick, Elisa Lucinda, José do Patrocínio, André Rebouças e por aí vai.

(Marcelo Zorzanelli)