epa07690791 Brazilia President Jair Bolsonaro attends the Copa America 2019 semi-finals soccer match between Brazil and Argentina at Mineirao Stadium in Belo Horizonte, Brazil, 02 July 2019. EPA/Paulo Fonseca

Em franca campanha para desfazer o estigma sobre empresas que colaboraram com o o regime de Adolf Hitler, o ministro da Educação Abraham Weintraub já disse que a aspirina foi inventada pelo regime de Adolf Hitler (mentira), que Volkswagen, BMW e outras empresas alemãs lucraram com o regime (verdade) e que ainda assim muita gente usa e depende de seus produtos.

Weintraub também que a cartilha com as estratégias de manipulação do povo empregadas por seu chefe, Jair Bolsonaro, também surgiu com a ascensão do partido nazista nos anos 30 e nem por isso novos líderes de extrema-direita deixaram de usá-las em suas escaladas pelo poder desde então.

Desacreditar imprensa profissional, repetir mentiras até virarem verdade, mostrar desdém pela intelectualidade e pelas artes, eleger um inimigo comum (no caso de Bolsonaro, “a esquerda”) e dizer que é tudo culpa dele, o ultranacionalismo e a ideia de voltar a “glórias antigas”, o militarismo exacerbado – todo o pacote foi inventado por Adolf Hitler e seus companheiros durante a república de Weimar. Bolsonaro, claro, não é nazista. O presidente condena o racismo. Mas nem por isso vai deixar de usar invenções maravilhosas como o Fusca ou a estratégia que pavimentou o caminho para a eliminação de 6 milhões de pessoas.