As embaixadas brasileiras nunca receberam tantas cartas, emails e manifestações em seus portões como às vésperas do campeonato da Rússia. O motivo: gringos do mundo todo reclamam da suspensão das exportações do Guaraná Antarctica. A estratégia é que o produto não saia do Brasil até o fim da competição de futebol, como forma de beneficiar a seleção nacional.

Mas todo esse planejamento corre o risco de ser sabotado. Estabelecimentos que vendem o original do Brasil, especialmente perto de fronteiras com outros países, estão denunciando estrangeiros que invadem o território se fingindo de brasileiros. Um deles foi o ex-jogador da seleção argentina, Claudio Caniggia.

Arranhando um portunhol sofrível, ele teve a amargura de precisar se passar por brasileiro para conseguir uma latinha de Guaraná Antarctica. Mas o balconista reconheceu o astro argentino e se recusou a vender. Caniggia insistiu, repetiu bordões da torcida canarinho e tentou sambar. Mas não convenceu ninguém.

Deixar Caniggia, que já jogou três desses campeonatos, sem Guaraná Antarctica não deixou de ser uma vingancinha, afinal, ele foi o carrasco da eliminação do Brasil em 90. O risco era ele levar o Guaraná para Messi & companhia. Agora os bares das fronteiras da Europa estão atentos à entrada de Zidane, Beckenbauer e Iniesta.