Técnica que vem das peladas da infância, tática, investimento, paixão nacional. São muitos os motivos de a seleção brasileira estar sempre no topo do mundo do futebol. Some-se a isso a ingestão do Guaraná Antarctica, presente na vida dos brasileiros desde muito cedo. A força amazônica é uma arma secreta do Brasil no esporte. Hoje, o produto é exportado para 50 países.

Mas na Copa da Rússia será diferente.

Porque estratégia de Copa o Mundo é estratégia de Copa do Mundo. Durante todo o período do mundial, quem não for brasileiro não vai ter Guaraná Antarctica. Nem europeus, nem asiáticos, nem africanos. Nem os vizinhos hermanos – ou melhor, muito menos eles! – terão a brasileiríssima bebida em seu cardápio.

Em uma medida inédita, o Guaraná Antarctica suspenderá as exportações no período da Copa. Apenas a seleção brasileira terá direito. Um aparato de segurança em torno do carregamento de Guaraná Antarctica para as cidades russas por onde o Brasil vai passar já está sendo planejado. Um segredo trancado a sete chaves, mais escondido do que a menor das matrioskas – as tradicionais bonequinhas russas que ficam umas dentro das outras.

O contra-ataque já começou. A empresa investiga boatos de que o serviço secreto russo quer driblar a proibição da exportação da bebida brasileira mais do que as defesas adversárias em campo. O motivo, além da preferência dos jogadores da seleção russa, seria a adoração do presidente russo por assistir aos jogos comendo pirogue com guaraná.

Durante os jogos, o Brasil espera servir apenas…chocolate.

Por isso, o fabricante do Guaraná Antarctica promete criar um chocolate delicioso, com embalagens especiais para cada seleção adversária. Coincidentemente, o primeiro jogo do Brasil é com a Suíça. Será mesmo o melhor chocolate do mundo.