A Justiça do Rio de Janeiro está com um caso inédito. Uma adolescente carioca entrou com um pedido de habeas corpus para ser liberado dos almoços da família. Segundo A., de 16 anos, as reuniões familiares em torno da mesa duram muito mais do que o desejado. E as perguntas sobre namoradinhos também são muito mais do que ela pode aturar.

A ideia pode parecer estranha. Mas A. apresentou um argumento considerado sólido por juristas. Ela quer ficar livre para assistir à programação especial do Telecine Play no dia da mentira. “É melhor ver filmes especiais do dia da mentira do que ficar ouvindo as lorotas do meu tio”, disse ela.

A menina acrescenta que as visitas familiares sempre duram muito mais tempo do que o previsto. “As pessoas simplesmente não sabem quando ir embora e eu estou com uma lista de filmes para ver”, afirmou.

O canal vai exibir uma seleção filmes especiais para a data. Todos têm, em comum, o fato de só existirem na ficção. A. gostaria que sua família também.