A nova série nacional da Netflix, O Mecanismo, apelidada de “série da Lava Jato” desde o seu lançamento na última sexta-feira, se tornou um dos assuntos mais comentados da internet nos últimos dias, chegando a gerar uma onda de boicotes à plataforma e discussões infindáveis entre esquerda e direita, como tudo no Brasil.

A obra de ficção baseada em fatos reais traz alguns personagens já conhecidos do grande público, mas com nomes diferentes. O juiz Sérgio Moro, por exemplo, é Paulo Rigo, retratado como um pai de família de viés burocrata, com cenas de sexo onde dá três sem tirar, grita “Brasil!” no final e sequer sua.

Na produção, Paulo (Moro) acorda já sem bafo, nunca estragou um carregador de iPhone e seus fones de ouvido nunca pararam de funcionar apenas de um lado. Paulo é tão foda que Despacito é que fica com Paulo na cabeça. Se ele bate com um dedinho em um móvel sem querer, o móvel é quem fica com dor.

O 4G de Paulo funciona no metrô. A panela de pressão é que tem medo de Paulo explodir. Em seu aniversário, quando Paulo assopra as velas, elas é que fazem um desejo e em um dos episódios, quando Paulo recebe uma ligação de telemarketing, o atendente é quem assina um combo de tv, internet e telefone fixo ilimitado.