O empresário João Alberto Andreazza, de São Paulo, levou um susto ao se dar conta de que a votação para a continuidade do projeto de redução da maioridade penal para 16 anos, a acontecer hoje na Comissão de Constituição e Justiça do Senado, valerá também para seu filho de 16 anos.

João, que é branco, achou que a redução da maioridade só serviria para “os meninos escurinhos que roubam”.

“Quando o meu filho de 16 anos ou do meu amigo enche a cara na balada e tenta forçar o sexo com uma menina, faz parte do aprendizado. Não pode ser considerado estupro, não é?”, perguntou João.

O Senado proibiu a entrada de jovens manifestantes que acompanhariam a votação. “Não podemos entrar no Senado, mas podemos entrar na cadeia”, observou um jovem de 17 anos. “Acho até bom, porque na cadeia teremos menos más influências do que aqui dentro”.