O general da ativa Antonio Hamilton Martins Mourão falou durante uma palestra realizada numa Loja Maçônica que o Exército estaria preparado para uma intervenção militar.

“Ou as instituições solucionam o problema político, pela ação do Judiciário, retirando da vida pública esses elementos envolvidos em todos os ilícitos, ou então nós teremos que impor isso”, disse Mourão, que em 2015 foi exonerado do Comando Militar do Sul após fazer duras críticas à presidente Dilma e à classe política.

A reação branda à insubordinação de Mourão já está movimentando os negócios. Fabricantes de postes para pau de arara, aparelho de tortura muito usado na Ditadura Militar, já começaram a receber encomendas. O mesmo acontece com fabricantes de aparelhos de choque elétrico.

A falta de uma resposta incisiva ou da prisão de Mourão por insubordinação também animou jovens a se alistar. “Com o Exército assim, podendo estar fardado e dizer o contrário do que diz o Comandante Geral sem sofrer sanções públicas de ninguém, eu quero ser soldado! Vou ter uma metralhadora e poder fazer o que quiser, que nem o Rambo”, disse um adolescente. “Assim vou salvar o Brasil da revolução russa e boliviana”.