O problema foi deixá-las juntas demais. Determinados “seres” precisam estar separados por pelo menos uma dezenas de metros. Mas o hortifruti da cidade do interior de São Paulo era pequeno e foi inevitável que a banana da terra, graúda, segura de si, desandasse a assediar moralmente a banana nanica, orgânica, pequenina e cultivada ao som de música clássica.

A zoação, rapidamente seguida pela banana prata e ouvida em silêncio pela banana ouro, foi aumentando, até chegar a níveis baixos sobre o órgão sexual masculino. A laranja Bahia, ali perto, pensou em pedir ajuda, mas deu preguiça. Coube à maçã argentina, mais aguerrida, chamar alguém para acabar com o massacre.

Agora, os tipos de banana estão separados por várias prateleiras. No meio, mamões, melões e melancias seríssimos servem de escudo para qualquer deslize. “Achávamos que o bullying com os legumes de piadas de baixo calão, como cenouras, pepinos e beringelas, era o máximo de assédio que veríamos por aqui. Mas esse caso da banana extrapolou”, disse o gerente do mercado, Luís Azevedo.