Mônica Moura, esposa de João Santana, afirmou em delação premiada que foi avisada por Dilma Rousseff de que o casal seria preso pela Lava Jato, três dias antes das ordens de prisão se tornarem públicas. O alerta teria sido feito por uma conta secreta de e-mail, de conhecimento apenas das duas. Mônica registrou em um cartório de Curitiba um “print” da caixa de entrada do e-mail .

A PF investigou a veracidade da acusação de que Dilma usava o tal e-mail secreto e chegou à conclusão que a ex-presidente realmente era usuária da conta. A principal evidência encontrada pelos investigadores foi o uso do termo “no que se refere” em todos os e-mails enviados.

“Além do termo característico das falas da ex-presidente, também foram encontrados emails que terminavam com saudação à mandioca e PDFs com projetos de estocagem de vento”, disse um delegado da Polícia Federal.

Dilma Rousseff se defendeu da acusação e explicou por que não seria dona do e-mail. “Não uso e-mail há muitos anos, se fosse avisar alguém de alguma coisa, mandaria um zap”, afirmou.