Januário dos Reis estava acostumado a resolver toda e qualquer desavença no braço. Era assim desde os primeiros anos na escola, quando jogou um coleguinha de turma dentro da lixeira porque achava que o Jaspion era melhor que todos os cinco Changeman.
Chegando à vida adulta, Januário esbarrou na lei e viu que não podia mais resolver suas pendengas indo até as vias de fato. O jovem então descobriu o poder da agressão verbal. Xingava o seu oponente, e a família, de tudo quanto é palavrão existente na língua portuguesa e as vezes até inventava alguns.
Foi criado para achar que tudo poderia ser resolvido com confronto.
Recentemente, Januário entrou em uma discussão política em um grupo de Whatsapp do trabalho. Devido à solenidade do ambiente, ele notou que não poderia vencer  a discussão apenas destratando o seu interlocutor. Para isso, foi obrigado a usar argumentos e justificativas. Neste dia, Januário aprendeu uma lição: é possível ganhar uma discussão sem agredir o adversário.
“Eu fui criado para achar que tudo se resolve desqualificando ou agredindo o adversário, mas parece que existe uma coisa chamada civilização”, disse. “Desachei tudo o que sabia… E nem precisaram me agredir para isso.”
Hoje, Januário é um dos maiores produtores de “textões” no Facebook e no Whatsapp. Não perde uma discussão política ou seja lá sobre o que for: ninguém ousa discutir com Januário “lá vem textão” dos Reis.
Gostou da história? Ela foi patrocinada pela Volkswagen, que te convida a repensar velhos conceitos compartilhando a hastag #Desache.
Se você sempre achou que era certa uma coisa que não faz mais sentido, não tenha vergonha de desachar.
Para conhecer mais sobre a campanha, clique aqui.