Áudios e mensagens por redes sociais  confirmadas recentemente na imprensa  afirmam que haverá no Rio de Janeiro uma paralisação dos Policiais Militares nos moldes do que acontece no Espírito Santo desde sábado. A ação deve acontecer na próxima sexta-feira.  

Esposas dos soldados, cabos, sargentos e outras patentes que deveriam estar nas ruas impedirão que as viaturas saiam dos quartéis.  Legalmente,  a greve dos policiais militares é punível com dois anos de reclusão. Mas não é o caso,  até disposição ao contrário.  

Jovens negros comemoraram a possibilidade de a policia do Rio de Janeiro não marchar para fora dos quartéis. 

“Finalmente eu que não tenho nada a ver com isso não serei confundido com um traficante e tomarei uma dura indo para a faculdade”, comemorou  o estudante de medicina João da Silva, morador da favela de Vigário Geral.  

“Eu até tentei passar limão na pele e tomar sol para não fazer parte das estatísticas, mas continuo preto”. 

De acordo com o Mapa da Violência de 2014, 30 mil jovens de 15 a 29 anos foram assassinados no Brasil e 77% eram negros

“Eu vou me sentir mais seguro, mas não sei a quem reclamar se um malandro da minha rua me assaltar enquanto vou para o trabalho numa franquia de hambúrgueres”, disse o jovem negro William Pereira. “Seria bom se a gente tivesse um policial para nos proteger”