O Espírito Santo enfrenta ondas de arrastões, mortes e assaltos desde o último domingo, quando a Polícia Militar, que por lei não pode fazer greve, foi impedida por familiares de deixar os quartéis. A forma criativa de protesto pede por melhores salários e condições de trabalho. Mas não é greve.

Ao ver o caos instaurado pelas ruas de diversas cidades e mais de 68 mortes violentas registradas nas últimas 72 horas, cidadãos decidiram ocupar escolas e protestar contra o presidente Michel Temer para que, dessa forma, a PM apareça.

“Depois de três dias no meio dessa loucura toda, nós tivemos que ser radicais. Eu nem sou contra o Temer, mas uma situação crítica exige uma medida enérgica” conta um dos manifestantes.

Alguns moradores da Grande Vitória, desesperados, defenderam os diretos dos gays e o aborto nas ruas, esperando que a PM surgisse, ainda que para reprimir. Alguns mais radicais entoaram cânticos a favor de Lula e outros com cartazes pediam a volta de Dilma Rousseff. Sem sucesso. A PM continua impossibilidade de ultrapassar o vasto cordão humano, formado por três pessoas de suas próprias famílias em frente aos quartéis.

Veja alguns dos vídeos que foram postados na internet denunciado o caos no Espírito Santo.