Na última quinta-feira um navio de carga avistou em alto-mar uma pequena embarcação, feita com folhas de bananeira e garrafas de vidro. Nela um homem debilitado acenava pedindo por socorro. Este homem é Paulo Heitor Macedo e a sua historia é impressionante. Há cerca de três anos, Paulo entrou na rede social profissional LinkedIn, por pressão de um primo, e um pesadelo interminável começou em sua vida.

“Eu entrei no LinkedIn mas nunca usei, como 90% dos usuários. No mesmo dia comecei a receber diversos e-mails e o que parecia ser só mais um spam, se transformou num tormento que eu luto para esquecer” contou Paulo emocionado.

Perseguido por centenas de notificações, Paulo queimou seu computador, quebrou seu celular e fugiu para a Papua-Nova Guiné, onde esperava se livrar das notificações de uma vez por todas. Um pássaro se chocou com a aeronave e o avião caiu no meio do oceano. Paulo foi arrastado pela correnteza por três dias até chegar em uma pequena ilha deserta no Pacífico e, apesar das adversidades, se sentiu em paz. O sossego, no entanto, durou pouco.

Em poucos meses o LinkedIn consegui rastreá-lo e garrafas de vidro com e-mails do site começaram a chegar quase que diariamente. Paulo não se abateu, usou as garrafas para construir uma embarcação e fugiu, mais uma vez, do fantasma do LinkedIn.

Após meses à deriva ele foi resgatado pelo navio de carga e, para sua surpresa, acabou sendo contratado pela tripulação.

“No fim das contas eu acabei conseguindo emprego através do LinkedIn, então por mais que cada célula do meu corpo sinta raiva de tudo que eles me fizeram passar, hoje eu posso afirmar que funciona mesmo! Nota dez, com certeza” contou Paulo agora mais aliviado.