Os tempos mudaram e a maconha, a droga ilícita mais consumida do mundo, vem sendo legalizada em diversas partes do mundo, já apresentando resultados promissores em lugares como o Uruguai e dezenas de estados americanos. Isso vem aproximando pais e filhos de uma maneira especial, mas para isso é preciso comunicação, explica o psicólogo familiar, Roberto Warley, da UFBA.

“Às vezes deixamos de falar com nossos filhos e não descobrimos afinidades que podem unir uma família. Essa juventude estabelece mais contatos nas escolas e redes sociais, enquanto os pais compram do mesmo contato há anos ou são obrigados a roubar maconha da gaveta de cuecas do filho” explica Warley.

Não existe uma idade certa para se aproximar do seu filho com esse assunto, apenas é necessário ficar de olho nos sinais, como potes de Nutella que terminam em minutos ou reparar quando seu filho esta lambendo o interior de um pacote de Doritos.

“Eu reparei que de repente ele estava mais calmo, com mais fome e passou a rir muito dos videos do Parafernalha na web, então vi que era o momento certo pra conversar com ele” explica Paulo Augusto, pai orgulhoso de um adolescente maconheiro.

O especialista recomenda começar leve, falando sobre maconha antes de tentar descobrir se o seu filho usa drogas mais pesadas, como filtros do Snapchat.