A apresentadora Fabélia Oliveira ganhou atenção nacional por dizer, no último domingo, que índios não deveriam ter acesso a remédios e portanto “morrer de malária, de tétano, do parto”, numa forma de “controle populacional natural”.

Fabélia falava o samba enredo da escola de samba carioca Imperatriz Leopoldinense, que critica empresários do agronegócio perante a população indígena brasileira e a usina de Belo Monte.

Disse ela: “Se ele quer preservar a cultura ele não pode ter acesso à tecnologia que nós temos. Ele não pode comer de geladeira, tomar banho de chuveiro e tomar remédios químicos. Porque há um controle populacional natural. Ele vai ter que morrer de malária, de tétano, do parto. É a natureza. Vai tratar da medicina do pajé, do cacique, que eles tinham. Aí justifica”.

A fala repercutiu bem no inferno. Fabélia foi aplaudida de pé por figuras históricas que cometeram genocídio contra populações indígenas, de reis portugueses e espanhóis a generais das Balcãs e países africanos. O Diabo, empolgado, teria dito que a fala lembrava muito como Hitler se referia aos ciganos europeus e outras “raças menores”. “Arrepiei”, disse o príncipe do mal, que logo prometeu demarcar um terreno para a jornalista caso ela queira continuar no caminho de recomendar a morte de seres humanos inocentes.

O programa também chamou atenção da equipe de transição do presidente Donald Trump. “Depois de um chefe de secretariado que prega a supremacia branca e de sermos apoiados pelo Ku Klux Klan, gostamos de como essa jornalista brasileira lida com os nativos massacrados de seu país. O presidente Trump sempre pode contar com mais algum cassino de terras indígenas caso eles morram de malária”, disse um assessor.

Veja o vídeo original (em 2:49):

M Zorzanelli