Fim de ano, chegada do verão, período de descontração e alegria para muitos. Mas não foi assim para o comerciante José Félix de Oliveira, que viveu um drama pessoal em sua última visita à uma praia do litoral paulista. Isso porque José, após voltar de um banho de mar e não encontrar sua família, foi obrigado a começar uma nova vida com uma família nova.

“Fui só dar uma entrada rápida na água e quando eu saí eles não estavam mais lá”, conta o empresário. “Eu disse pra eles ficarem perto do guarda-sol, que era um bom ponto de referência, mas quem disse que eles me ouviram? Achei 8 vendedores de picolé, 5 vendedores de protetor solar, 2 gravações de DVD de dupla sertaneja, mas a minha família eu nunca mais achei”

Mas o mais surpreendente da história foi mesmo a solução que José achou para sua situação. Notando que não era a única pessoa a se perder de sua família naquela praia, ele acabou encontrando ali mesmo uma nova família, com a qual foi para casa. “Ah, a barraca já tinha uma esposa, dois filhos, o marido tinha saído pra comprar um picolé e sumido, aproveitamos e juntamos tudo. Eles tavam precisando de alguém pra carregar o isopor de volta para o carro mesmo, por exemplo.”

Por mais chocante que a situação possa soar, estudos mostram que história assim são mais comuns do que parecem. Segundo o NUPAL (Núcleo de Pesquisas da América Lantina), mais de 30% das famílias brasileiras que vâo à praia trocam algum de seus membros durante o passeio, seja um marido, uma esposa ou mesmo um filho, confirmando cientificamente o quão pouco funciona o esquema do “lembra que a gente tá perto do vendedor de milho.”