Citado na delação premiada da Odebrecht, o publicitário Duda Mendonça procurou a Procuradoria Geral da União para prestar depoimento e tentar uma delação dele próprio.

Um dos marqueteiros mais famosos do país e responsável pelas duas eleições de Lula, Mendonça também trabalhou para o empresário Paulo Skaf, presidente da Fiesp (Federação das Industrias do Estado de São Paulo). Skaf ficou famoso ao lançar a campanha em favor do impeachment de Dilma Rousseff e contra a corrupção chamada “Não vou pagar o pato”.

Enquanto trabalhou para a campanha de Skaf ao governo de São Paulo em 2014, Duda disse que recebeu dinheiro via caixa dois pago pela Odebrecht.

O pato amarelo de quatro metros de altura contratado por Skaf como símbolo da “luta contra a corrupção” pediu demissão imediatamente.

“Encontramos o pato com a cabeça enterrada no chão”, disse um funcionário da Fiesp.

“Eu nunca fui muito ligado em contas, então nunca soube quem me pagava. Sabia que o dinheiro pingava. Quando vi que era meu próprio pai, com dinheiro de caixa dois, foi demais para mim. Pode-se dizer que estou f***** e mal pago.”

M Zorzanelli