Após mais de oito meses de negociações, Marcelo Odebrecht fechou um acordo para sua delação premiada com os procuradores da Lava-Jato. Juntamente com ele, mais de 50 executivos da maior empreiteira do país também fecharam acordos e o clima é de tensão em Brasília. As informações inflaram os preços de muros no Distrito Federal e a procura por um local seguro onde os políticos possam encostar suas bundas durante a delação elevou os preços das propriedades, que hoje possuem o m² mais caro do país.

A Odebrecht participa no momento de uma licitação para construir novos muros e reformar muros antigos. A ideia é que todos os muros de Brasília contem com uma área privativa, heliponto e suíte. Quando consultada sobre as obras, a assessoria disse que se torna apenas de uma mudança estética na cidade.

“Estamos buscando uma arquitetura mais alemã, sabe? Uma coisa mais Berlim, década de 60, aquele murão maravilhoso. Também vamos usar tintas com secagem super rápida, garantindo assim que tudo esteja pronto o mais rápido possível. Será a obra mais rápida da história do país”.

Os fornecedores de material de construção também estão animados com a obra.

“Para nós é o fim da crise, não é? Fora que nunca vi todos os partidos trabalhando juntos assim. PT, PMDB, PSDB, todo mundo apoiando o muro, dá até gosto de ver”, disse um dos fabricantes de cimento consultado pela reportagem.