A notícia caiu como bomba e causou mais tensão do que prova final: o Governo anunciou ontem mudança na grade disciplinar do Ensino Médio, indicando que Educação Física, Artes, Filosofia e Sociologia passariam a ser eletivas no Ensino Médio, passando para as redes de ensino e alunos a decisão de definirem seu currículo escolar. A medida passaria a valer em 2018.

O texto da Medida Provisória, porém, estava equivocado. Na versão encaminhada para ser publicada no Diário Oficial, o texto final mostra que não está decretado o fim de nenhuma disciplina e que todas permanecem obrigatórias no Ensino Médio.

“Eu assumo a responsabilidade. Houve um erro que infelizmente levou a essa confusão. Não se está acabando com nada”, afirmou o Secretário de Educação Básica do Ministério da Educação, Rossieli Soares.

Diante de tanta confusão e da repercussão negativa, o governo tomou a decisão de só escrever as suas Medidas Provisórias, a partir de agora, usando lápis. Fontes do Planalto, ouvidas pelo Sensacionalista, indicam que o governo pretende destinar 20 milhões para a compra de lápis, apontadores e borrachas para apagar.

“Vamos fazer licitação, sim. Nosso estoque de lápis é ridículo, uma vez que político só usa canetas Montblanc, que é cara e dá status. O que não pode mais se repetir é texto mal escrito ou compreendido de forma equivocada”, disse um assessor do governo.

De olho na oportunidade, camelôs já lotam as ruas que dão acesso ao Planalto, para vender lápis e borracha a preço mais em conta.

“Hoje mesmo eu já vendi quase tudo. Tudo que é político tá comprando na minha mão. Um lápis é um real e três sai a R$2. E o dia tá só começando”, comemorou Armando Silva.