Depois de longos 10 meses, Eduardo Cunha (PMDB-RJ) teve seu mandato cassado por quebra de decoro parlamentar, perdeu seus aliados e teve sua cassação aprovada por 450 votos a favor e dez contra no fim da noite desta segunda-feira, 12 de setembro. O ex-presidente da Câmara dos Deputados foi acusado de mentir na CPI da Petrobras, em 2015, ao negar ser titular de contas no exterior.

Mas o 7 a 1 de Cunha está apenas começando. O Flamengo, clube de seu coração, deve ceder à pressão da torcida e encontrar uma forma de cassar seu título de torcedor o quanto antes. A diretoria estuda uma manobra, junto ao Conselho Deliberativo, de fazer valer a vontade dos torcedores, que prometem fazer protestos em frente à estátua do Zico, na sede do clube.

O que se comenta nos corredores da Gávea, é que todos temem que a fama de pé frio de Cunha possa atrapalhar o time, que está a apenas um ponto da liderança do Campeonato Brasileiro. Fontes ligadas ao presidente Eduardo Bandeira de Mello garantem que Cunha perderá o direito de torcer para o Flamengo eternamente e não poderá mais usar o Manto Sagrado em local público. Imediatamente começou uma mobilização entre rubro negros para Cunha torcer pelo Vasco, já que tem experiência em cair.