A professora de literatura Vânia de Assis, de 62 anos, moradora do Rio de Janeiro, é conhecida na família e nas escolas onde trabalha com uma pessoa extremamente séria. Conhecedora de livros, de música clássica e de filmes de arte, ela não vê com bons olhos a cultura popular. Frequentemente lamenta que seus jovens alunos gostem tanto de funk.

Mas algo impensável aconteceu com Vânia.

Todas as manhãs, bem cedo, ela dirige da Tijuca até Copacabana, onde está um dos colégios em que ela dá aula. A esta hora, no rádio, está sempre sendo transmitido o horário eleitoral. E agora Vânia não consegue mais parar de cantar o jingle-funk do candidato Índio da Costa, em que um cantor de voz rouca canta “Chega de caô/O Índio chegou/O Índio chegou”. Pega por colegas cantando, distraída, ela começou a ser zoada e pediu demissão, morta de vergonha.

Mas já existe a solução para o problema de Vânia – e de todas as pessoas que ficam viciadas em jingles na época de eleições – mesmo que seja o jingle de candidatos que elas odeiam: as farmácias estão vendendo antídotos contra esse grude. Três doses por dia e nem o jingle mais irresistível vai grudar em você.

Abaixo, dez dos jingles mais grudentos de todos os tempos. ATENÇÃO: TOME O ANTÍDOTO ANTES DE OUVIR!

Getúlio Vargas 1950

Jânio Quadros 1960

Saturnino Braga 1985

Brizola 1989

Lula 1989

Afif Domingos 1989

Fernando Henrique 2002

José Serra 2012

Gabeira 2008

Dilma 2014