São dezenas de canais de TV, redes sociais monotemáticas, papo único no escritório. O assunto é só olimpíada. Pessoas que nunca assistiram uma luta de judô viraram conhecedoras inveteradas. O Ping Pong fez gente chorar. Teve brasileiros se apegando ao badminton. O tiro de pistola é pura emoção. O maior problema atual dos brasileiros é ser um só e não poder assistir a duas ou mais competições ao mesmo tempo. O esporte preencheu as vidas vazias e completou as que já estavam meio cheias.

Pensando nesse cenário, algumas clínicas de reabilitação do Rio e de São Paulo já estão preparando tratamentos especiais para pacientes que certamente terão crises de abstinência após o término da Rio 2016. “Teremos tratamento psicológico e algumas atividades para preencher o vazio que as olimpíadas vão deixar”, diz a coordenadora da Clínica Freaks, de São Paulo, Helena Lanzaroni, que não chegou a terminar a entrevista porque correu para ver a Ginástica Artística.