Com a definição da separação da Inglaterra da União Europeia, decidida em plebiscito nesta madrugada, os europeus começam a absorver o baque de perder sua companheira de décadas.

Além dos problemas financeiros que podem vir da separação, o que mais assusta a Europa é a Inglaterra fazer algo comum nestes casos: levar embora todos os discos.

“Pode ficar com a guarda de Portugal, pode ficar com a casa de praia na Grécia, só não leve embora os seus discos, a gente se apegou muito”, disse a chanceler alemã Angela Merkel.

“Como viver sem Beatles, Elton John, Amy Winehouse, David Bowie, Led Zeppelin, The Who, The Kinks, Cream, Queen, Adele, meu Deus?”, completou Merkel. “É muita crueldade. Me mata de uma vez.”

Por outro lado, alguns europeus comemoraram a possibilidade. “Imagina a gente nunca mais ter que ouvir Spice Girls, One Direction… Imagina poder viver sem seu primo ‘antenado’ mostrando a última dos Mumford & Sons, imagina seu tio roqueiro velho não podendo te obrigar a escutar ‘aquela boa’ do disco novo do Black Sabbath, seu vizinho não podendo escutar Iron Maiden no último volume”, disse, emocionado, um cidadão europeu. “Um mundo sem hipsters com tatuagem de capa do disco do Joy Division no antebraço, sem pessoas que só escutaram um disco do Belle & Sebastian e acham que são especialistas em rock independente, um mundo sem pessoas falando que Sex Pistols é a maior banda da história por um disco mal tocado e um punhado de palavrões e cuspes, um mundo sem ‘especialistas’ em áudio falando sobre a perfeição da gravação de ‘The Dark Side of the Moon’, um mundo sem os solos de bateria do Phil Collins!”

Já aos prantos, ele completou: “Imagina um mundo sem Radiohead! Eu quero viver nesse mundo!”

M Zorzanelli