Com a prisão do “Japonês da Federal”, agente que ficou famoso por conduzir presos da operação Lava Jato a ponto de se tornar tema de marchinha de carnaval, um empresário encontrou uma oportunidade de negócio.

Newton Ishii ganhou status de celebridade e, nas ruas do Brasil e em visitas a Brasília, era cortejado para selfies com políticos e apoiadores da operação. Agora que foi preso, o empresário Leonardo Rodrigues aposta na necessidade das pessoas que “lutaram nas ruas contra a corrupção de apagar a existência do Japonês de suas vidas. Os Bolsonaros já encomendaram dez cópias. O curioso é que eu já vendia um app que apaga o Bolsonaro das fotos”, comentou.

Quando recebeu a visita da Polícia Federal, Ishii, ainda sonolento, olho pelo olho mágico, viu um agente de óculos escuros e pensou estar olhando no espelho. Voltou a dormir e a porta precisou ser arrombada.

Na prisão, descobriu-se que o motivo da condenação não era a única coisa que Newton Ishii queria manter em segredo: na triagem, foi pedido que ele tirasse os óculos e descobriu-se que nem japonês ele era. “Tem o olho mais esbugalhado que a Cláudia Cruz nas fotos”, disse um agente.