O ministro das Relações Exteriores, José Serra, saiu em campanha pela Europa para tentar melhorar a imagem do novo governo brasileiro. Semana passada, um bloco de deputados da União Europeia fez campanha por cortar relações comerciais e diplomáticas com o governo Temer.

Muito à vontade no continente europeu, que conhece a “pelo menos 570 anos, desde que era jovem”, José Serra chegou por Portugal, onde exigiu a demissão de dois jornalistas que escreveram reportagens que o desagradavam “só para não perder o hábito”.

Serra ainda pediu proteção da polícia francesa por se sentir “ameaçado” por 40 jovens brasileiros que protestavam em frente ao prédio da  instituição de cooperação economica que ele visitaria. “Eles podem estar portando bolinhas de papel”, disse Serra aos gendarmes franceses.

O tour europeu já trouxe pelo menos uma boa novidade: Serra fechou um acordo de cooperação mútua com a Transilvânia. “Morei lá muitos anos durante meu exílio”, disse Serra. “Ali por volta de 1245.”

O governo da Transilvânia é o primeiro no continente a reconhecer oficialmente o governo Temer. “Já fechamos um acordo para exportação de sangue brasileiro para cá”, disse Serra durante uma cerimônia no castelo do presidente Vladmir Alckmincula. “Só sangue de trabalhador, de mulher e de negro”

M Zorzanelli