Na semana passada, um prisioneiro da Coreia do Norte foi levado a um porão de um prédio militar na capital da ditadura asiática. No caminho, imaginou afogamentos, unhas arrancadas, sufocamentos. Mas, quando chegou ao lugar, não viu torturador e nem instrumentos de tortura. Apenas um laptop. Depois de alguns segundos, um homem apareceu e acessou o You Tube. Então uma versão nova, em falsete, do inacreditável sucesso “Metralhadora” começou. No terceiro gritinho da MC Melody, o prisioneiro confessou tudo – não só as estratégias políticas de seu grupo, mas também as duas traições a sua mulher e o roubo de dinheiro da carteira do avô quando tinha 13 anos.

Sim, a versão em falsete de Metralhadora, da MC Melody, já é usada como instrumento de tortura na Coreia do Norte. E também pelas Farc, na Colômbia. E pela polícia carioca. “Nada tem sido tão eficaz”, diz um policial que preferiu não se identificar.

Agora as escolas brasileiras também estão avaliando o uso do vídeo como castigo aos alunos desordeiros. Os diretores, porém, ainda têm uma dúvida: será que será mesmo castigo ou os estudantes já estão consumindo com prazer mais este tipo de droga? Por via das dúvidas, farão uma reunião geral hoje às 5 da tarde. Os professores que faltarem ouvirão Metralhadora versão falsete por doze horas seguidas.

Quer tortura alguém. O vídeo está abaixo: