Aconteceram em Palmas, TO, durante os últimos dias, os primeiros Jogos Mundiais dos Povos Indígenas. Com atletas de dezenas de países, incluindo países da África, Oceania e Américas, os jogos contaram com modalidades como arco e flecha, canoagem e o xikunahati, o futebol jogado apenas com a cabeça.

Ao mesmo tempo que os jogos dos povos indígenas aconteceram em Palmas, na internet se realizou mais uma edição dos Jogos Mundiais dos Babacas. Um dos mais tradicionais do mundo, os Jogos dos Babacas acontecem desde a Antiguidade e até anteriores aos Jogos Olímpicos.

As modalidades mais populares dos Jogos dos Babacas são o racismo, a homofobia, a xenofobia e o pouco caso com povos em geral que sejam diferentes deles. Durante os Jogos dos Indígenas, muitos internautas disputaram no Facebook a medalha de ouro em zoação de índios.

Entre os esportes mais amados pelos babacas está, por exemplo, dizer que índios são preguiçosos. Há também os que praticam os comentários pedófilos sobre meninas de menos de 12 anos que circularam no evento com os seios de fora.

Ao contrário dos Jogos dos Povos Indígenas, os dos Babacas não tem dia nem hora para terminar. Nem mesmo na Câmara de Deputados, onde na semana passada foi aprovado o PEC 215, que dá ao Legislativo (vereadores, deputados e senadores) a decisão final sobre marcação de terras indígenas proíbe a ampliação de áreas já delimitadas e garante indenização a fazendeiros.

M Zorzanelli