A crise bateu forte no gênero do funk ostentação. Se antes falavam em Ferraris e distribuíam dólares para as fãs, os artistas estão tendo que se adaptar.

Muitos estão “ostentando” com carros nacionais, muitos deles modelos antigos como o Gol “bolinha” 1.0 e estão jogando moedas de cima do palco.

“Eu tomei uma ‘moedada’ de 25 centavos na testa durante uma festa, quase perdi o olho”, disse a fã Kataryne Silva.

Outra forma encontrada pelos funkeiros para sair do vermelho é usar as muitas tatuagens do corpo para ganhar algum dinheiro.

MC Guimê, conhecido por ter quase todo o corpo coberto por elas, fechou uma parceria com o site de anúncios OLX e está trocando as artes de seu corpo por anúncios.

“Já vendi um Corsa Sedã e um apartamento no Boqueirão numa mesma noite”, comemora Guimê. “O preço para apagar compensa. Em vez de laser para tirar as tatuagens, contratei um amigo que tem uma oficina de lanternagem para passar a lixa. Dói só na hora. Mas a gente toma um uísque que passa.” Perguntado se era mesmo uísque, MC Guimê abaixa a cabeça e confessa: “Não, é aquela garrafinha PET de Corote, o Corotinho.”

M Zorzanelli