Um estudo inédito do Instituto Nupal (Núcleo de Pesquisas para a América Latina) para apurar o comportamento de frentistas trouxe surpresas. Sob comando do Departamento de Pesquisas Imbecis e com patrocínio da Petrobras e do CNPQ, o estudo revelou que frentistas com menos de 25 anos não sabem mais o que os clientes querem dizer quando falam apenas “completa aí”.

“Apuramos que a causa desse fenômeno é o preço dos combustíveis que subiu muito desde que esses jovens entraram no mercado de trabalho”, diz o estudo. “Quase 90% dos entrevistados achou que o ‘completa’ se referia aos serviços prestados por profissionais do sexo e se sentiram ofendidos.”

A pesquisa também mostrou que 97% dos frentistas mais novos nunca viram alguém pedir óleo sintético em vez do mineral, mais barato, e que 94% não sabiam que existiam bombas de gasolina aditivada nos postos em que trabalham. “Eles pensavam se tratar de bombas abandonadas porque nunca viram alguém pedir. A maioria absoluta só sabia responder a comandos como ‘bota 10 pra mim’ ou ‘põe 20 no cartão de credito'”, diz o texto.

M Zorzanelli