Depois de suas bombásticas declarações sobre “apanhar como um afrodescendente”, o técnico da seleção brasileira, Dunga, virou alvo dos imortais da Academia Brasileira de Letras. Por unanimidade burra, ele foi escolhido para ocupar uma cadeira extra do seleto grupo de escritores e poetas. “Sabemos que Dunga calado é um poeta. Um grande poeta”, disse um membro da academia que preferiu não se identificar, já que as reações de Dunga são sempre imprevisíveis.

Uma pequena dissidência dentro da ABL, no entanto, teme que o espirito de Machado de Assis, criador da Casa, não fique satisfeito com a escolha. Afinal, um dos personagens mais conhecidos do escritor, Escobar, de Dom Casmurro, é, como se sabe, grande desafeto do técnico. Para aplacar os ânimos, os imortais servirão chimarrão em vez de chá nos encontros da tarde.