Seu salário está no fim, ainda falta mais de uma semana para o fim do mês. Você se estressa, sabe que terá que fazer malabarismos, pedir alguma grana emprestada ou pegar naquela empresa que dá crédito a negativados. Mas, no fim, vai dar certo, você acredita.

Você está na rua, ainda longe de voltar pra casa, e não levou seu carregador de celular. A bateria está acabando. O tempo passa. 20%, 10%, 5%. Não há saída.  Uma gota de suor escorre pela sua testa, outra pelas suas costas, apesar o tempo estar fresco. A faixa vermelha vai sumindo aos poucos. O fim do mundo está próximo.

Se identificou com algumas das cenas?

De acordo com um estudo da Universidade do Texas de Nova York, hoje em dia o estresse é maior quando a bateria está no fim e não há como recarregá-la do que quando o salário vai acabando antes do fim do mês. “Monitoramos 274 pessoas ao longo de um ano. A agonia de ficar sem celular é mortal e pode ser a causa de muitos ataques do coração”, afirma Lindsay Flynn, coordenadora do projeto. “Estranhamente, porém, quando a bateria finalmente acaba e as pessoas recobram o fôlego, elas começam a se sentir bem melhores do que quando estavam usando o smartphone”, afirma.