Criado para defender as mulheres do assédio sexual que ocorre em locais apertados, o vagão das mulheres de metrôs e trens tem apresentado mais decibéis do que eventos naturalmente barulhentos, como os bailes funk e as torcidas no estádios de futebol.

A promotora de eventos Lúcia dos Santos, 29 anos, esteve no otorrinonolaginopjd otorrinolargorinlo médico que cuida de ouvido na semana passada e o diagnóstico foi triste: depois de anos utilizando o vagão,perdeu 10% da audição.

“Imagine cerca de 200 mulheres juntas contando como foi o dia, reclamando do chefe, falando mal das colegas, contando as histórias de maridos, namorados, filhos, pais, tudo ao mesmo tempo, todas as mesmo tempo tempo, em velocidade incrível e em tom altíssimo”, diz o médico Luis Valente, que tem atendido muitas mulheres com este problema.

As empresas de metrô e trens deverão dar protetores de ouvido para as mulheres dos vagões e também para o público da estação, nos horários do vagão exclusivo.