O motorista de táxi Anderson Lopes, de 25 anos, conversou durante três horas com um passageiro sem notar que ele estava morto. Anderson parou para o contador Celso Nascimento num ponto de táxi perto da Rodoviária Novo Rio, no Rio de Janeiro, e só notou que Celso morrera no quando já estava na divisa com São Paulo. O passageiro teve um infarte fulminante no banco de trás do carro.

Celso queria ir para São Paulo mas perdeu o ônibus e resolver pegar um táxi. A iminência da perda de um compromisso importante pode ter causado o infarto no contador, que tinha 60 anos. O taxista começou a falar no instante em que o passageiro sentou. “Eu falei essas coisas normais, sabe? Contei do problema da minha irmã que apanha do marido, da minha tia que tá sofrendo de artrose e que antes de eu trabalhar no táxi eu era executivo”, disse o taxista.

Anderson afirmou que o passageiro de vez em quando emitia alguns sons. “Ele respondia, Ahhnn, huummhumm, achei que ele tava concordando comigo, mas agora acho que ele tava dando os últimos gemidos”, lamentou o taxista.

Sugestão de matéria do leitor Edu Marcondes