O padeiro Gilvan Silva, de Cubatão, SP, é casado há 15 anos com a costureira Gumercinda Lopes Branco. Segundo vizinhos, o relacionamento dos dois sempre ocorreu dentro da normalidade. Mas tudo mudou no último sábado. Depois de chegar em casa do trabalho, por volta das 4 da tarde, Gilvan começou a agir de maneira estranha.

 

Segundo o depoimento de Gumercinda, Gilvan entrou no conjugado que o casal divide com quatro filhos de posse de embrulhos de 200 gramas contendo presunto cozido e queijo mozarela, “uma coisa que ele nunca faz, porque sabe que é muito caro” e quatro garrafas de cerveja. Os dois comeram o presunto e o queijo como tira-gosto enquanto beberam a cerveja. Depois da terceira garrafa, Gilvan passou a elogiar o corte de cabelo de Gumercinda, e pediu para ver algo atrás de sua orelha. “Foi quando ele me deu um beijão na nuca”, disse Gumercinda, ainda abalada. Gilvan passou a acariciar os ombros de Gumercinda, pegou em sua mão e olhou seus olhos durante um longo minuto. Dali, o casal, cujos filhos têm idades entre 8 e 16 anos, foi para o quarto, onde permaneceram por mais de duas horas.

O caso intrigou os vizinhos e chamou a atenção da imprensa local. O Diário de Cubatão noticiou o caso em reportagem de primeira página. Sensacionalista entrou em contato com especialistas para tentar entender esse fenômeno que intrigou toda uma cidade. A grande maioria dos acadêmicos achou o assunto complexo demais e por isso preferiu não opiniar. O psicólogo Fernão Capetto, da Universidade Federal Fluminense, um dos que concordaram em emitir seu parecer, disse não ter uma explicação plausível. “Para mim isso só pode ser um caso grave de perversão. Mas o melhor mesmo seria eu não dizer nada, porque a Psicologia não costuma estudar casos assim”.