Cerca de quinhentas mulheres do Movimento das Sem-Teta invadiram na manhã de hoje o prédio do Supremo Tribunal Federal para protestar contra a falta de recursos para implantes de silicone nos hospitais públicos do país. As manifestantes, todas consumidoras de sutiãs tamanho 36 e 38, acreditam que é dever do estado tornar as cidadãs do país igualmente desejáveis aos olhos masculinos. “Por que só as modelos, atrizes famosas e mulheres endinheiradas podem aumentar os seios? Sou pobre, mas também preciso de um homem pra chamar de meu”, afirma Gislaine Peireira, coordenadora do ato batizado de “Quem não chora não tem mama”.

As manifestantes exigem que o governo crie a Bolsa Silicone, uma ajuda a quem quer fazer o implante mas não tem recursos. Enquanto a verba oficial não vem, iniciativas particulares tentam fazer justiça. Madrinha da campanha e dona de próteses nos seios, no bumbum e nas panturrilhas, a socialite Carminha Bittencourt está criando a ONG das Sem-Teta. A organização vai arrecadas recursos para os implantes de moças das comunidades carentes do Rio de Janeiro. “Queremos atuar em todo o Brasil, mas começaremos pelo Rio porque é a cidade onde seios grandes são necessidade básica, por causa do calor e das praias”, diz.