Joannesburgo – Os ataques de leões não serão mais um problema durante a Copa do Mundo. O gabinete do Presidente Jacob Zuma concluiu um plano que prevê a transferência de um grupo de prisioneiros para as savanas nos arredores das cidades afetadas, o que saciaria a fome dos animais e também resolveria um outro problema sul-africano, as superlotações carcerárias. Só no mês de março, 18 pessoas foram mortas ou mutiladas por leões nos arredores de Durban, uma das sedes da Copa de 2010. 


Membros de entidades de direitos humanos se posicionaram contra a proposta do governo entraram em choque com ativistas do PETA que apoiam o plano emergencial de Zuma.

Questionado se não seria uma afronta aos direitos humanos escolher quem deveria viver ou não, o congressista Albert Mufasa, criador do projeto, declarou: “Não escolheremos ninguém, levaremos todos e deixaremos que os leões escolham”.

De acordo com a cultura sul-africana, os leões são considerados animais superiores, capazes de interferir no destino das pessoas. “Eles são uma espécie de oráculo”, diz o atropólogo Gilberto Fag, do Centro de Estudos Motumbos da Universidade de São Paulo. Nos primeiros dias em que o plano emergencial entrou em ação, a imprensa sul-africana reportou que os leões demonstram uma preferência por detentos mais gordinhos. “Eles sabem o que fazem”, declarou o congressista Albert Mufasa. “Deixem-nos em paz”.

Milhares de trabalhadores envolvidos nas construções do estádio local cruzaram os braços no início desta semana. Eles reivindicam mais segurança e melhores condições de trabalho.”Precisamos de uma mãozinha do governo para ter segurança. Não vamos colocar um só pé nas obras até que a situação seja resolvida”, declarou o líder dos grevistas, o mestre-de-obras Kuna Matata.

O uso de detentos nas savanas terá outro efeito benéfico para a África: os que conseguirem escapar serão escolhidos para a equipe olímpica nas provas de corrida.