A Polícia Federal vem investigando as condições da ocupação do Palácio do Planalto, em Brasília, por centenas de pessoas ligadas ao presidente Temer – e o próprio. Segundo a PF, os atuais moradores, como assessores e ministros, pagam contribuições ilegais para continuar circulando pelos corredores.

Quem teve acesso ao prédio diz que o ambiente é fétido e infestado por ratos.

Muitos juristas consideram a ocupação, feita 2016, irregular. O prédio já balançou duas vezes desde que Temer o ocupou, mas gambiarras foram feitas para que ele continuasse funcionando. Uma delas, após Joesley Batista usar um gravador, custou bilhões de reais em emendas para deputados.

O risco de que o Palácio pegue fogo e caia de uma vez é o maior medo de especialistas que conhecem os detalhes das negociatas no Porto de Santos. “Ainda há tempo de termos um desabamento até a reintegração de posse em dezembro. Aí os socorristas militares serão os primeiros a chegar e pegar o rescaldo”, diz um especialista.