Homem de 35 anos vê em novo disco do Arctic Monkeys última chance de esquecer que é adulto e infeliz

Um jornalista de 35 anos que se lembra do sucesso do primeiro disco da banda inglesa Arctic Monkeys, em 2006, chegou à conclusão de que o novo disco anunciado hoje pode ser sua última chance de se reconectar com a juventude de uma maneira legítima.

“Quando o Whatever People Say I Am That’s What I’m Not saiu, eu tinha 22 anos, dezenas de amigos e os encontrava quase todas as noites. A gente ouvia o disco, tomava cachaça com Sprite e sonhava com o futuro”, disse o homem.

Segundo ele, não é possível sentir essa possibilidade de se reconectar ao jovem esperançoso que uma vez foi quando uma banda formada por pessoas de faixa etária superior lança novos discos. “Eu ouvia muito U2 e REM também, mas estou pouco cagando quando eles lançam discos. Os Arctic Monkeys faziam sentido, aquela angústia adolescente bem embalada com letras espertas me fazia me sentir vivo”, afirma.

Ele espera que a dor e o sofrimento de um trabalho que suga sua vida, a falta de relacionamentos de qualidade e a falta de dinheiro deixem de ser a única coisa em sua mente durante as três primeiras ouvidas no disco novo – até perceber que, como tudo em sua vida, os Arctic Monkeys também viraram uma merda.

Marcelo Zorzanelli