Animale dá desconto de até 98% no salário de costureiras

Fiscais do trabalho flagraram casos de trabalho em regimes análogos a escravidão de responsabilidade da marca Animale. Imigrantes bolivianos recebiam, em média, R$ 5 para costurar peças de roupa vendidas por até R$ 698 em lojas da Animale. Os costureiros subcontratados trabalhavam mais de 12 horas por dia no mesmo local onde dormiam, dividindo o espaço com baratas e instalações elétricas que ofereciam risco de incêndio.

Os casos seriam frutos de uma promoção da marca que dá 98% de desconto no salário de seus costureiros.

Depois do escândalo, algumas marcas de luxo concorrentes da Animale aproveitaram para aumentar suas vendas contratando mais trabalhadores em regimes também análogos a escravidão.

Com esse último caso, o Brasil já tem 37 marcas responsáveis por trabalho análogo à escravidão. Com isso, alguns brasileiros já começam a costurar a própria roupa para evitar contribuir com a escravidão.