Mudança na Rouanet proíbe a Bíblia, que está cheia de assassinatos e incestos

Segundo deu em primeira mão o colunista Ancelmo Gois, a inclusão de um artigo na minuta com mudanças na Lei Rouanet foi feita a pedido da bancada evangélica pelo ministro da Cultura.

No texto, é proibido que produtos culturais que “vilipendiem a fé religiosa, promovam a sexualização precoce de crianças e adolescentes ou façam apologia a crimes ou atividades criminosas” capturem recursos usando a lei.

O problema é que a Bíblia está coalhada de sangue de inocentes e crimes aterrorizantes.

“Como vamos encenar ou falar da tortura sofrida por Cristo, ou mesmo o nascimento de Cristo, que aconteceu enquanto Herodes ordenou a morte de todos os primogênitos?”, pergunta um homem de bem. “Temos que proteger as crianças”.

“E o Antigo Testamento, que tem mais assassinatos do que o Notícias Populares?”, questiona uma mãe indignada.

“E o Deuteronômio, que diz uma virgem violada antes do casamento pode ser apedrejada?”, quer saber um seguidor da boa moral e dos bons costumes.

“E os incestos?”, indaga um senhor sério.

“Sara se casou com Abraão, seu meio-irmão”, lembra-se outra pessoa honesta.

“Absalão, filho do rei Davi, se revoltou com o pai e fez sexo com todas as suas concubinas. É isso o que a família brasileira quer ver no teatro?”, perguntou uma mãe.

“Judá, filho de Jacó, transou com a própria nora porque… a confundiu com uma prostituta. A história perfeita para contar para uma criança?”, questiona um pai dedicado.

“Só há uma solução”, diz um especialista: “a Bíblia tem que ser proibida também.”

É a coisa justa a se fazer. Para proteger as criancinhas.

M Zorzanelli