Juiz ejacula sobre Código Penal em São Paulo

O juiz responsável por soltar o homem que ejaculou no pescoço de uma passageira num ônibus em São Paulo teria cometido o mesmo ato do suspeito sobre uma cópia do Código Penal Brasileiro, segundo testemunhas.

O juiz escreveu que no caso do homem que já tem cinco passagens por estupro e foi preso em flagrante após despejar sêmen no pescoço de uma mulher o seguinte:

“Entendo que não houve constrangimento tampouco violência ou grave ameaça, pois a vítima estava sentada em um banco de ônibus, quando foi surpreendida pela ejaculação do indiciado.”

Após fazer esta interpretação inovadora do artigo 215 do Código Penal Brasileiro, que trata como estupro o ato de “constranger alguém, mediante violência ou grave ameaça, a ter conjunção carnal ou a praticar ou permitir que com ele se pratique outro ato libidinoso“, ele teria pedido licença, levantado a toga e tido relações sexuais com o livro onde está a lei até chegar ao clímax. O juiz diz não acreditar que tenha cometido qualquer violência contra o Código Penal. Ele teria dito que é muito normal e nem um pouco violento ser acordado com sêmen no rosto.

Segundo testemunhas, ele logo disse que estava pronto para o “segundo round” e começou a abusar também da Constituição. “Especialmente o parágrafo que diz que é garantido a cada pessoa a dignidade”, disse um assessor.

Ao ser perguntado sobre como desenvolveu este fetiche, o juiz respondeu: “Vendo vídeos do STF”.

M Zorzanelli