15 investigados da lista do Fachin que curtiram as passeatas anti-corrupção

Lembram das passeatas anti-corrupção do ano passado, que acabaram impulsionando nas ruas o impeachment que Dilma Rousseff ganhou do Congresso? Poxa… Que boas memórias. Foi top. Aliás, foi mais do que isso. Foi TOPZÊRA! Todo mundo nas ruas com a camisa da Seleção Brasileira, batendo panela e gritando “Fora Dilma”, “Fora PT”. Para ficar tudo perfeito, só faltava o “pacto”. Aquele “pacto” mesmo, citado no áudio do Romero Jucá, “com o Supremo, com tudo”.

Infelizmente para muitos políticos que vestiram o manto amarelo anti-corrupção nas ruas do Brasil, não rolou o pacto. Quer dizer… Não rolou ainda. Edson Fachin, ministro do Supremo Tribunal Federal e relator da operação Lava Jato, determinou abertura de inquérito contra 108 alvos delatados por executivos e ex-executivos da construtora Odebrecht. E tem de tudo! São nove ministros de Michel Temer, 29 senadores, 42 deputados federais… Nem o Buzzfeed seria capaz de fazer uma lista tão incrível.

Tem tudo isso, e também pelo menos 15 políticos – agora investigados por crimes como corrupção passiva, corrupção ativa, lavagem de dinheiro, falsidade ideológica, formação de cartel, fraude em licitações… – que saíram às ruas de mãos dadas com os cidadãos de bem pedindo a cabeça de Dilma. Confira abaixo os 15 investigados da lista do Fachin que curtiram as passeatas anti-corrupção.

Romero Jucá
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Logo você, Jucá… O capitão da Seleção Brasileira das Panelas ainda não conseguiu amarrar o pacto para travar a Lava Jato no Supremo. AINDA. Vale a pena ficar de olho. Afinal, a única coisa que tem se mostrado infalível no país é o áudio do Jucá conversando com Sérgio Machado.

Aécio Neves

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“Hoje, qualquer saída, sem a atual presidente da República, dentro da Constituição, é melhor do que estendermos esse calvário para o povo brasileiro”, disse Aécio nas ruas de Belo Horizonte. Podiam ter escolhido a saída com mais cuidado. O “primeiro a ser comido” já está até frio no canto do prato.

Paulinho da Força

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O deputado federal fez até um bloco de carnaval, com samba enredo e tudo, para tirar Dilma do poder no ano passado. “Chega de mi mi mi, não aguento lê lê lê/ Fora Dilma, fora Lula/ Fora a corja do PT” Com a lista do Fachin, não teria rima suficiente pra citar todo mundo. E rima para “Força” é difícil pra caramba… Tenta aí só.

José Agripino Maia

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O senador e presidente nacional do DEM saiu às ruas em Brasília e disse que, com os protestos, “nós brasileiros fizemos nossa democracia crescer perante o mundo”. Mal sabia ele que ainda faltava um cadinho.

José Serra

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Foi um dos mais solicitados para selfies, abraços e acenos, sob gritos de “Presidente!”. Olha só que sorriso tranquilo de quem não tinha nenhum medo da Lava Jato.

José Carlos Aleluia

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O deputado até subiu no trio elétrico dos manifestantes no Farol da Barra, em Salvador, na Bahia, em março de 2016. Foi recebido com vaias e gritos de “Ih, fora!”. Fachin mandou um “Ih, dentro!”, aleluia.

Jutahy Júnior

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Também na Bahia, em março de 2015, o deputado federal se refestelou com a voz das ruas no que chamou de “magnífica manifestação de cidadania na defesa da democracia e por um Brasil decente”. Parece que estamos mesmo caminhando para essa última parte.

Bruno Cavalcanti de Araújo

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O deputado do PSDB de Pernambuco subiu ao plenário em março de 2015 com o símbolo máximo das manifestações anti-Dilma nas mãos: a panela. Disse que a ex-presidente “deu um tapa na cara do povo brasileiro”. É tanto tapa que já está até dormente.

Rodrigo Maia

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Presidente da Câmara desde que Eduardo Cunha fez seu trabalho e foi defenestrado, Rodriguinho, o “Botafogo” da lista da Odebrecht, preferiu o verde nos protestos anti-corrupção nas praias de seu Rio de Janeiro. Deu até uma queimadinha, olha lá.

Aloysio Nunes Ferreira

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O senador tucano e quase vice-presidente de Aécio disse que não ficaria satisfeito apenas com o impeachment. Ele queria “sangrar a Dilma”. Ai que medo!

Lúcio Vieira Lima

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O deputado baiano que fazia parte da base do governo Dilma virou a casaca no começo de 2015 e foi às ruas contra a ex-aliada. “O povo cansou, não aguenta mais”, disse. E esse cansaço que não acaba?

Cássio Cunha Lima

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O senador tucano foi às ruas nas manifestações de março de 2016 em João Pessoa, na Paraíba, e ficou nos braços do povo. Exigiu que o Tribunal Superior Eleitoral fizesse novas eleições. Não sabemos o que ele vai exigir do Supremo Tribunal Federal.

Blairo Maggi

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Outro ex-aliado de Dilma que roeu a corda e foi abraçar o povo nas ruas de Cuiabá.

Marta Suplicy

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Aos gritos de “perua”, “vira casaca” e “fora PT”, a senadora Marta Suplicy foi obrigada a deixar uma das manifestações em que esteve presente na Avenida Paulista. Quem pagou o pato foi ela, que acabou tendo que se refugiar no prédio da FIESP.

Dalirio Beber (de bigode, à esquerda)

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O senador por Santa Catarina disse que “o eco do clamor das ruas foi ouvido” depois do impeachment de Dilma. Provavelmente contava que, agora, com todo mundo quieto em casa…

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