O vereador eleito Fernando Holiday para a Câmara de São Paulo, ligado ao MBL, divulgou recentemente suas primeiras medidas o “combate ao vitimismo”, o “fim das cotas raciais” e a “revogação do dia da consciência negra”.

Holiday já apareceu dizendo que negros que se valem do sistema de cotas são “vermes”, que os movimentos de luta pelos direitos transformam os negros em “porcos de chiqueiro”.

Holiday, que até onde se sabe é capaz de ler, não parece ter tomado conhecimento do dado do IBGE que mostra que o número de afrodescendentes no ensino superior passou de 10,2% para 35,8% entre 2001 e 2011, período em que as cotas começaram a valer.

Holiday anunciou, hoje, novas medidas. Ele quer que outros negros como ele tenham o direito de atuar a sua semelhança. Ele vai propor um sistema de cotas para capitão do mato, negros libertos que eram usados pelos proprietários de escravos para capturar os negros fugitivos.

Ele também quer passar um projeto de lei que ajude negros a adotarem não apenas um discurso de ódio à própria cor, mas também que a abandonem de vez. O projeto prevê um tratamento gratuito que embranquece a pele, alisa o cabelo e faz cirurgia nos lábios e narinas, tendo como objetivo a transformação total do negro no branco.

“Como todos sabemos, a cor não existe. Assim como não existem o racismo, não existiu a história de tortura, cárcere privado, estupros e exclusão social que sofreram os escravos do país que mais recebeu negros como mercadoria no mundo. Tudo isso é invenção de professor alienado esquerdopata”, discursou.

M Zorzanelli