A artista plástica Bia Doria, mulher de João Doria, prefeito eleito em São Paulo no primeiro turno, deu uma entrevista ao jornal Folha de São Paulo e agora está na mira da Organização Mundial de Saúde (OMS). Suas palavras, lidas por boa parte dos brasileiros na parte da manhã, causaram uma epidemia de vômito sem precedentes.

Bia, que acha que Eduardo Cunha tem atitude e que os artistas têm que ficar quietinhos e deixar o Temer trabalhar, se considera uma Evita Brasileira. Não chore por ela, São Paulo.

A indústria de panos de chão teve um crescimento imediato de 230%. A farmacêutica, 150%.

Para quem já tomou Plasil ou Digesan, seguem alguns trechos do perfil da nova primeira-dama paulistana:

“No Morumbi tem aquela favela, né? Paraisópolis. Ali é a Etiópia, mas eles respiram o mesmo ar, sentem o mesmo frio que a gente. Essa desigualdade tem que diminuir. Não adianta ter uma funcionária que chega aqui no ateliê e tem problemas de nutrição.”

“Imagina como eu ficaria feliz se chegasse uma arrumadeira já sabendo fazer as coisas. Pouquíssimas delas sabem, a não ser as que já passaram por várias casas, mas aí elas vêm cheias de manias.”

“Sempre me senti uma Evita Perón, porque eu sou mais do povo, eu me sinto do povo”, diz a artista, casada há mais de duas décadas com o prefeito eleito e mãe de seus três filhos. “Eu me dou muito bem com pessoas mais humildes. Às vezes é só um aperto de mão, às vezes elas querem um abraço. É tão pouco o que elas querem.” 

“Fiquei muito triste quando o Lula se elegeu. Até chorei no dia em que ele tomou posse porque tinha certeza que eles iam desfalcar todas as empresas como fizeram”, diz Bia. “Quando Eduardo Cunha levantou a hipótese de impeachment, dei graças a Deus. Não defendo o Cunha, mas ele tem atitude.”

Na família, Bia diz ser a única que tinha certeza de que Doria seria eleito já no primeiro turno. Apostou R$ 5.000 contra R$ 100 de um dos filhos, que achava que seu pai não se elegeria.

“Tenho vários quadros dele”, diz Bia. “O que eu aprecio no Romero Britto é essa versatilidade que ele teve de fazer um marketing em cima de seu trabalho. Aquela coisa colorida é uma felicidade para os olhos.”

Mas Bia não sente a mesma sintonia com artistas contemporâneos, em especial os que lideraram os gritos de “fora, Temer” na inauguração da Bienal agora em cartaz. “A gente está parado há dois anos e, se tirar o Temer, o país vai ficar parado mais dois anos. Esses artistas têm que ficar quietinhos e deixar o Temer trabalhar. O Brasil tem que andar agora.”

Na pele de primeira-dama, Bia sonha com uma cidade em que os parques e praças tenham mais esculturas, mas não as suas. “Isso não vai acontecer, porque o João é uma pessoa muito correta”, diz. “Se for para colocar esculturas, vão ser de outros artistas, porque senão seria… Como chama isso? Nepotismo?”

Veja aqui a entrevista completa (de preferência de estômago vazio).